Jovem nasce com luxação no quadril, mas vive o milagre

Começamos o ano de 2017 com um testemunho de superação. Algo que poderia parar esse jovem e família, mas que tornou-se combustível para viver com Deus.

O Coisas de Deus desta edição traz a história de Raphael Sousa. Oriundo de Imperatriz (MA), Raphael nasceu com uma luxação no fêmur direito. “Os médicos só foram reparar isso quando eu já tinha nascido. Não tenho certeza do porquê, mas meus pais tiveram que ser encaminhados para o Rio de Janeiro para fazer o tratamento. Quando souberam que o caso teria de ser acompanhado, ficaram um pouco aflitos pois tinham que largar tudo no Maranhão pra viver no Rio”, conta e complementa: “Passei por três cirurgias (1994, 1999 e 2006) e dois reparos (1994 e 1999)”.

O pai de Raphael, pastor dirigente da congregação de Monte Gileade, Campo Grande (RJ), Ozanias Pereira, falou sobre esse período. “Tudo começou em 1991. Ele nasceu com um problema no fêmur, que não foi detectado pelos médicos do Maranhão. Nós percebemos que ele caía muito. No dia 20 de junho de 1994, Ele fez a primeira das 3 cirurgias. Foram 12 anos de tratamentos, 11 meses com gesso. Nesse período, ele pegou catapora. Sofreu muito”.

Pastor Ozanias conta que a adaptação foi difícil, mas que seu filho não sofreu bullying. “Não conhecíamos nada daqui. Ficamos na casa da minha irmã que já morava na cidade. Graças a Deus, não teve nenhum tipo de ‘brincadeira’ com ele. Os cariocas nos trataram muito bem. E Raphael não tem traumas, nem se sente diminuído em nada”, recorda. “Os médicos eram otimistas, mas tinham um cuidado especial por ele, pois era um caso raro. Era muito complicado, e ia depender dos resultados das cirurgias. Raphael nunca reclamava, sempre alegre”. E mais uma vez, Deus alterou o quadro. “Devido ao diagnóstico tardio os médicos disseram que ele não andaria, pois ficaria com uma perna curta. Que só o faria com o auxílio de muletas, mas eles não negaram também a ajuda de Deus. Hoje, ele trabalha normalmente, pratica esporte e não sente dores com isso”, celebra o pai.

“Só sinto dor se forçar muito o quadril ou se ficar muito tempo parado em pé”, garante Raphael. Mesmo com a nossa fé inabalável em Cristo Jesus, há momentos que parece que nada está acontecendo, ou que tudo está fora do lugar e que não terá mais jeito. A mãe de Raphael teve alguns momentos assim. “Minha esposa chorava muito, achando que ele não ficaria normal”, lembra Ozanias. Mas Deus sempre nos surpreende, sempre nos envia socorro e com a família de Raphael não foi diferente. “Louvamos a Deus pelos irmãos da igreja. Além das orações, nos ajudaram até na locomoção de Campo Grande ao Hospital Jesus em Vila Isabel (bairro distante de onde eles moram). Sempre falávamos que Deus tinha um propósito com tudo isso”, jubila.

E como o nosso Deus é tremendo, esse testemunho rendeu alguns frutos para o Reino. “Parentes da mãe dele no Maranhão ficaram maravilhados com essa bênção, e isso contribuiu pra alguns aceitarem Jesus”. Hoje, aos 25 anos, o jovem que nasceu num lar evangélico, adora ao Senhor através da música. “O interesse pela música começou quando pedíamos pra ele cantar, até pra distrair do sofrimento”. E mesmo sem ter músicos na família, ele aprendeu sozinho. Além de cantar, ele também toca teclado e violão.

“A música é a Paixão da vida dele. Foi nela que ele encontrou refúgio,(primeiro Deus) na verdade. Se estamos morando no Rio, foi por causa dele”. A família celebra ao Senhor por seus cuidados e provisão em todos os momentos. “Estávamos no maior sufoco, na casa da minha irmã e minha esposa engravidou do segundo filho. Isso foi marcante porque estávamos passando por dificuldade, psicológica, e financeira. Mas, sabíamos que Deus era conosco em terras carioca. Quando ele completou 18 anos, enviou currículo para a CPAD e foi logo admitido. Hoje é uma referência na família, pois saímos do Maranhão com um propósito e Deus, através do tratamento dele, ajudou nós, os pais, a confiarem ainda mais nEle. Raphael é amado por toda a família, não pelo ocorrido, mas pela pessoa que é”.

Pastor Ozanias finaliza agradecendo a Deus pela vida de sua família. “Por meio de sua convicção em Deus, ele é super responsável na igreja, não falta aos compromissos, sem contar de seu amor pela família. Nunca o vi discutir com o irmão. Nesses 23 anos que estamos aqui no Rio, só agradecemos a Deus, e a ele, que foi o motivo de estarmos aqui”.

Fonte: Revista Geração JC

Modificado em 25/04/2017

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