Um risco entre universitários

O processo de inserção do acadêmico em nível superior traz consigo consequentes alterações notadas não somente em âmbito educacional como familiar, econômico, comportamental, social, cultural, psicológico, dentre inúmeras vertentes favorecendo o surgimento de desequilíbrios emocionais tendenciosos à quadros ansiosos, depressivos e mais gravemente quadros suicidas.

Estima-se que 15% a 20% dos estudantes universitários apresentam algum tipo de transtorno psiquiátrico durante sua formação acadêmica (Adewia et. al., 2006; Segall, 1966) mais notadamente em estudantes de Período Integral. Diferentes e múltiplos são os estressores ao longo de um curso universitário como, por exemplo, a necessidade de deixar a casa dos pais para frequentar a universidade incluindo muitas vezes a mudança de país, região ou cidade; mudança nos métodos de estudo, carga horária exigida, inserção ou não no mercado de trabalho, contato com drogas lícitas e ilícitas, além do contexto de novos vínculos e “desvinculo” que passam a ser estabelecidos a partir de então.

Em termos epidemiológicos, a cada ano, em todo o mundo, o suicídio atinge o índice de 16 mortes para cada 100.000 habitantes, representando uma morte a cada 40 segundos. No Brasil esse contexto não é muito diferente. O número de suicídios vem aumentando significativamente, principalmente entre jovens e adultos jovens. Dados atuais indicaram uma taxa de suicídio de 5,4 para cada 100.000 habitantes entre 20 e 24 anos o que representa um índice extremamente preocupante pois justamente nessa faixa etária se encontram as maiores adesões ao mercado de trabalho, cursos técnicos ou nível superior além de ser tipicamente um momento de efetuar escolhas e definir destinos.

Em sua maioria, a tentativa de suicídio (TS) não é necessariamente a escolha consciente de tirar a própria vida, mas subconsciente de eliminar os problemas considerados por eles incompatíveis com as suas capacidades e habilidades de lidar.
Precisamente, mesmo em um contexto universitário estamos diante de síndromes e patologias que precisam ser diagnosticadas e tratadas apresentando um prognóstico muito melhor quando associado à fatores de fé. Sim! Deus como a primeira linha de escolha terapêutica para ansiedade, depressão e suicídio. Como dizia Davi, Deus é um refugio na hora da angústia, salmo 46. 

Aproveito a explanação pra otimizar a importância e incentivar a implantação de grupos e reuniões cristãs nas faculdades e universidades visando apresentar o caminho para a redução e por fé, erradicação desses e outros dados acadêmicos tão alarmantes.  Conhecimento e fé andam juntos sim. Ser universitário não faz de ninguém um tipo diferente de Cristão, mas ser cristão com certeza faz de alguém um tipo diferente de universitário. Já ouviu falar de apoptose? Célula programada pra morrer. Uma autodestruição celular. Jesus é o fator que desencadeia a apoptose do suicídio. Com Ele o suicídio está programado para o fim. Suicídio se suicidando! Parece cômico, loucura, mas na verdade é fé! A mudança pra essa geração destrutiva começa em você. 

Escrito por Rodrigo Assumção é membro da Assembleia de Deus em Joinville (SC), formado em medicina com pós graduação em psiquiatria e hebiatria (medicina para jovens)

Modificado em 13/09/2016

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