Maturidade: uma escolha inteligente

É normal que, em dados momentos da vida, quando não estamos satisfeitos, nos perguntemos: por que isso está acontecendo comigo? 

Se fizermos um verdadeiro exame de consciência, chegaremos a um denominador comum que vai indicar que as situações (quase sempre) são fruto de nossas decisões ou mesmo da ausência delas. Ou seja, na maior parte das vezes, temos culpa pelo que nos ocorre — mas nem sempre.

Nós só vamos ter culpa sempre de uma coisa apenas: da maneira escolhida para enfrentar a situação. Tem gente que, ao passar por certo tipo de problema, se desespera. Mas tem pessoas que passam pela mesma situação e conseguem se manter tranquilas. Onde está a diferença? A diferença está no que conhecemos como maturidade. O dicionarista brasileiro Carlos Roberto Chaves define maturidade como “Ter consciência do que quer, saber definir, analisar, agir no momento certo”. Acho que a primeira explicação, contida antes da primeira vírgula, já define bem o que vem a ser maturidade. 

Para estarmos esclarecidos a respeito do que queremos, é necessário que estejamos, antes de tudo, providos do esclarecimento de quem somos nós. Quem somos nós? Quero começar respondendo quem nós não somos: não somos nada daquilo que um dia não fomos. Ou seja, tudo que fizemos, e tudo que decidimos, somos nós. Quem já está com 50 anos não tem 51, mas tem 50, tem 49, tem 48, 47, 46... Ou seja, nós somoshoje o composto do que fomos desde o nosso nascimento até agora. É por isso que tem gente com 50 anos que, às vezes, age como se tivesse 12! O apóstolo Paulo, ao escrever aos irmãos em Corinto, disse algo muito interessante na sua primeira epístola, no capítulo 13 e versículo 11: “Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria [pensava as coisas] como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino”. O que Paulo estava dizendo era que ele reconheceu que a fase de agir, pensar e ser como um menino havia passado, e que ele, ao tomar consciência disso, “acabou [anulou] com as coisas de menino” existentes nele. O que ele estava dizendo é que cada fase da vida deve ser vivida de acordo com a concepção ofertada pela própria fase da vida. Ou seja, quando somos crianças, temos menos responsabilidades do que quando adultos. A fase de criança é quando nossas decisões pesam menos. Já quando adultos, o peso das decisões é bem maior.

Se quisermos continuar a agir feito crianças a vida toda, tudo bem. Só que os resultados não têm mais os mesmos pesos feitos para serem suportados por uma criança, mas por um adulto. Talvez não seja a vida que esteja pesada demais, mas a maneira infantil com a qual decidimos encará-la é que nos tem feito fraquejar. Seja inteligente: decida ter maturidade.

 

Modificado em 17/11/2016

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